História

  Ameal é uma das mais antigas freguesias de Coimbra, cujo povoamento remonta à primeira reconquista do território e a julgar pela relativa proximidade de Coimbra, que garante o povoamento árabe na região; tal vetustez porém, não se confirma pela toponímia de Ameal, que expressa pouca antiguidade; já “Vila Pouca do Campo”, é um dos mais expressivos de ancianidade, pois é certamente anterior ao século XII. Ainda no século XX teria sido instituída a paróquia de S. Justo do Ameal e nela o prior de S. Jorge, D. Afonso Martins, apresentava como pároco o cónego Francisco Domingues.

  Desde os primórdios da Monarquia que a povoação foi propriedade da coroa, apesar de várias entidades, para além do rei, nela possuírem inúmeros haveres: a Casa de Aveiro, o Mosteiro de Semide, os padres da Companhia do Colégio de Évora, o Mosteiro de Santa Cruz, a Universidade e o Cabido.

  A igreja paroquial, dedicada a S. Justo, é um dos maiores vultos patrimoniais da freguesia de Ameal. A maior parte da obra é da primeira metade do século XVI, como se percebe pela porta e arco cruzeiro. No século seguinte, foi-lhe acrescentada uma porta lateral, e no século XIX, por estar em ruínas, sofreu muitas modificações. Assim, a frontaria só conserva de origem a porta manuelina. 

  A própria torre sineira não o é, tendo sido erguida apenas no século passado. O retábulo principal da igreja e os colaterais são do século XVIII. Dourados e policromados, representam respectivamente a Virgem com o Menino e S. José, a Senhora da Conceição e um Crucifixo de pedra, renascentista. As várias capelas do templo são assim descritas pelo “Inventário

  Artístico de Portugal”: “A primeira capela foi do Sacramento. Portal de composição sobreposta, pilastras com pendurados em baixo, colunas na altura do arco, bustos dos Santos Pedro e Paulo nos medalhões, obra datada de 1627, secundária. Tecto de cantaria, em cúpula de caixotes. Retábulo de madeira, policromado, da segunda metade do século XVIII, corrente. A segunda capela tem entrada do mesmo esquema da anterior, mais simples e obra mais dura, decorada de almofadados, dos meados do século XVII.

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